Foto: divulgação.
O Congresso Nacional brasileiro agora é soberano, com a hipocrisia apurada. Tomou conta da pauta política do país, engoliu Lula, como já tinha feito com Bolsonaro, e impõe seus gostos.
Um movimento perigoso e de difícil reversão, com Executivo fraco e Judiciário com teto de vidro. O equilíbrio dos poderes está ladeira abaixo.
Seria menos grave se, de fato, agenda parlamentar tivesse os interesses da maioria da população como prioridade. A narrativa é essa, mas os jabutis estão espalhados em votações às pressas e à noite.
Na jogo de chantagem política, derruba um decreto que pode aumentar impostos exigindo corte de gastos, mas, por outro lado, implode parte das contas públicas aprovando projeto para aumento de deputados. Um escárnio.
E mais. Semana passada, criou terreno para turbinar aposentadorias do parlamentares. Tem ainda um fundo eleitoral que aumenta de maneira veloz para bancar campanhas políticas de caciques de partidos e seus apadrinhados.
Na mesma linha, apropriam-se do Orçamento da União com as emendas parlamentares. Mais de R$ 50 bilhões. E de maneira inacreditável fazem “beicinho” e acionam a chantagem política porque o STF, lê-se Flávio Dino, está cobrando o óbvio constitucional: transparência com o dinheiro que é público.
Se o STF não puder fazer isso, quem fará? Quem pode cobrar o cumprimento da Constituição e a proteção do dinheiro público?
As emendas, como a maioria do deputados e senadores querem, servem para abatecer currais eleitorais e as boiadas, sem regras, sistematização, sem seguir nenhum política pública que leve em conta eficiência, razoabilidade e impessoalidade. No mínimo.
Em breve, com discurso deformado de “corte de gastos” vai focar no BPC, nas aposentadorias, no salário mínino, nos programas sociais, como se esse fosse o real problema.
É de vaca desconhecer bezerro: um governo capenga, diante de Congresso que faz política em benefiício próprio e vive para manter o terreno preparado para autoproteção.
Fonte: Jornal da Paraíba
