Eunice Paiva, que foi retratada no filme “Ainda Estou Aqui”, pagou pelo aborto do próprio neto.
Eunice Paiva, a matriarca retratada no filme “Ainda Estou Aqui”, pagou pelo aborto do próprio neto. A revelação foi feita por Marcelo Rubens Paiva em seu livro homônimo, que inspirou a obra nos cinemas. Segundo o autor, sua mãe teve um papel fundamental na decisão de interromper a gravidez de sua namorada, então com 18 anos.
“Ela nem pensou duas vezes. Não deu lição de moral, uma dura, não reagiu emocionalmente, usou a razão, como sempre. Deu o dinheiro, apoio, e ainda exigiu o melhor”, escreveu ele no capítulo que ficou de fora do filme que rendeu o primeiro Oscar ao Brasil.
ABORTO e MACHISMO
Segundo o livro, o aborto foi realizado em uma clínica no Itaim, indicada pelo ginecologista de sua mãe. “Minha mãe era machista. Topava as maluquices e irresponsabilidades do filho homem. Não as das meninas”, acrescenta Marcelo.
O aborto por sucção é um procedimento no qual a mulher é sedada ou anestesiada, tem o colo do útero aberto e um tubo de vácuo (sucção) é introduzido no útero para remover o feto.
CRIME
No Brasil, o aborto só é permitido na legislação em caso de estupro, quando a mãe corre risco de vida e, quando o bebê é diagnosticado com anencefalia, que é a ausência parcial ou total do cérebro. O caso da namorada do Rubens Paiva não se enquadra em nenhum dos três citados, ou seja, é considerado um crime pela lei brasileira.
Fonte: Gazeta do Povo