Crescemos ouvindo a tese de que o dia 8 de março tornou-se o Dia Internacional da Mulher, devido a ataque ocorrido na Inglaterra, contra mulheres operárias na fábrica da Triangle Shirtwaist, que reivindicavam melhores condições de trabalho e foram vítimas de incêndio criminoso, atribuído aos patrões – opressores do patriarcado, que pretensamente teriam contido a revolta, matando mulheres queimadas.
A História verdadeira diverge da lenda, posto que, o incidente realmente ocorreu, só que em 25 de março de 1911, e matou 146 trabalhadores: 125 mulheres e 21 homens, dentre 600 pessoas, não por terem os empregadores ateado fogo no galpão, mas pelas precárias condições de trabalho à época, inerentes à todos os operários de fábrica, independentemente do sexo, que ocorriam com freqüência.
Convém lembrar que entre a I e II Guerras Mundiais, as mulheres deixaram de exercer apenas afazeres domésticos para ingressarem no trabalho em substituição aos homens em campos de batalha e também para ajudar na indústria bélica, e isso não é realmente uma conquista feminista, mas uma contingência laboral e social, dada a falta de mão de obra masculina para atuar em tais postos.
Além do incêndio da fábrica Triangle, que efetivamente aconteceu, há outras tantas presunções históricas, nunca confirmadas, como a publicada em artigo no jornal L’Humanité, de que a celebração teria origem em greve de trabalhadoras no setor têxtil de Nova York, em 1857 — as quais teriam sido duramente reprimidas pela polícia ou mortas em um incêndio criminoso na fábrica, seguindo-se mais de uma dúzia de pretensos episódios na mesma linha, sem qualquer comprovação efetiva.
Hodiernamente, temos como marco a proclamação do Ano Internacional da Mulher, pela ONU, em 1975, convertendo desde então, o dia 08 de março em Dia Internacional da Mulher, como lembrança das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas, comemorado em mais de 100 países.
Cabe-nos, com bom entendimento de causa, até por viver em um país que garante, pela Constituição Federal, igualdade entre os sexos, condições de trabalho favoráveis, licença gestante, medidas restritivas contra violência doméstica e cotas em muitos setores, afirmar que, o feminismo em nada contribui com a plena vivência feminina, na verdade é uma divisória entre competição e amargor contra os homens.
Alçadas à condição de “empoderadas” pela cultura woke, que tenta nos impor a obrigação de cumprirmos uma rotina espartana de atividades, nos privando de dons que considero os mais íntegros como maternidade, cuidado e zelo, muito pouco apreciados ou valorizados por aqueles que acham que mulheres devem cumprir sozinhas seu destino, qual será então o verdadeiro e mais digno papel da mulher?
Sobram a muitas o fardo de serem sós, arrimo de família, sem um companheiro de vida, ou pior, tendo alguém fracassado ou inútil, cuja masculinidade não é suficiente para trocar um botijão d´agua ou contribuir com a mantença do próprio lar. O pai de pet incapaz de ajudar a cuidar do filho, a perversa rotina para mulher de tentar ser o “homem da casa” que jamais será, porque não é esta a nossa natureza.
Nesse dia internacional da mulher, desejo que você resgate seu valor, entenda seu propósito, mantenha os bons princípios e aprenda a fazer um pudim. Por mais doçura na vida e menos obrigação de ser perfeita. Seja uma boa mulher e isso será o suficiente.