Foi instalando o Comitê de Crise para reduzir a mortalidade materna infantil na Paraíba por meio da ampliação e qualificação dos serviços de atenção à saúde da mulher durante o pré-natal, parto e puerpério. A mortalidade materna é um indicador crítico da qualidade dos serviços de saúde materno-infantil. O comitê foi oficializado na última sexta-feira (4) e vai promover melhorias no acesso, qualidade e resolutividade da atenção à saúde das gestantes.
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Entre as ações que serão tomadas está um convênio com a Organização Pan-americana de Saúde – OPAS, para trabalhar a redução da mortalidade materna no Estado, o Fortalecimento das unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) para acompanhamento pré-natal; Garantia de consultas pré-natais adequadas (pelo menos 7 consultas por gestante); Disponibilizar AAS e Cálcio para prevenção da pré-eclâmpsia;Implementação do protocolo de risco gestacional(Estratificação de risco) para identificação precoce de complicações. (hipertensão, diabetes, infecções) e a Implantando, em todas as maternidades da Paraíba, do código de hemorragia pós-parto (ajuda a identificar e tratar hemorragias excessivas antes que se tornem graves a vida da mulher).
Também estão previstas a Qualificação da assistência ao parto com capacitação de profissionais em boas práticas obstétricas e a Capacitação em manejo de emergências obstétricas(pré-eclâmpsia, hemorragia, sepse e tromboembolismo) para os profissionais de saúde.
De acordo com o secretário de estado da saúde, Ari Reis, serão tomadas medidas em âmbito administrativo para melhorar o panorama da assistência materna no estado. “Nós reforçaremos nossas escalas com médicos especialistas, reforçaremos as nossas referências e a comunicação entre os serviços do Governo do Estado e os serviços municipais aqui na Paraíba, para evitar o agravamento dessa crise que está se potencializando” explicou o secretário.
O secretário reforça ainda que o comitê de crise, bem como as ações nele propostas, visam reduzir as mortes evitáveis e garantir um cuidado seguro e humanizado para as gestantes.
“O sucesso da iniciativa dependerá da articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde e do monitoramento contínuo das ações implementadas, estaremos junto com o Cosems, o próprio Ministério Público, além de outras entidades de justiça, universidades e organizações não governamentais, para que tenhamos êxito nessa caminhada para a melhoria da assistência materna e infantil” reiterou o secretário.
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Fonte: ClickPB