Antes da Polícia Civil tomar conhecimento das denúncias envolvendo o pediatra Fernando Cunha Lima, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) desconhecia o caso, como afirmou o secretário Klecius Leite.
Conforme observou o ClickPB, em entrevista concedida ao Programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM nesta terça-feira (1), o secretário explicou que o CRM não havia recebido nenhuma denúncia contra o médico e que, assim que foi veiculado pela imprensa, foi aberto uma sindicância para apurar os fatos. Klecius Leite também afirmou que, no mesmo período, o Conselho havia solicitado a interdição imediata de Fernando Cunha Lima.
“Nunca chegou nada sobre ele no CRM, mas nada fica coberto durante tanto tempo. Não quero fazer juízo de valor, mas logo que saiu essa veiculação na imprensa, abrimos sindicância, inclusive solicitamos interdição imediata do médico. O presidente Bruno Leandro determinou isso. Foi aberto de imediato a sindicância, foi feito o julgamento rápido e interdição cautelar protegendo a sociedade contra possíveis atos desse colega, até que o julgamento seja feito de forma adequada”, explicou o secretário.
Segundo Klecius Leite, o CRM vai aguardar o julgamento do médico e acatar todas as decisões do judiciário. De acordo com o secretário, o pediatra acusado de estupro de vulnerável era respeitado entre a sociedade médica e acadêmica.
“Vai ser feito o julgamento desse cidadão e vamos acatar aquilo que o juiz determinar. Hoje está proibido de exercer a medicina. Estamos falando de um decano extremamente respeitado no meio médico e acadêmico, fazia parte da Academia Paraibana de Medicina. Nossa função é avaliar os fatos. A questão de estupro de vulnerável é um tema tão sensível que ao chegar no CRM abrimos de imediato a sindicância”, destacou Klecius Leite.
O caso
Fernando Cunha Lima é investigado por abusar sexualmente de crianças no próprio consultório na Paraíba e também foi acusado pelas sobrinhas.
Os policiais prenderam o pediatra em 7 de março, em um flat no bairro do Janga, município de Paulista, na região metropolitana do Recife, em Pernambuco.
O pediatra estava foragido desde novembro de 2024, quando a Justiça da Paraíba expediu mandado de prisão e a Polícia Civil fez buscas e não o encontrou no prédio onde ele mora, em João Pessoa.
Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento dele, recolhendo vários materiais, no dia 5 de novembro de 2024. Desde que foi preso, o médico segue detido na cidade de Abreu e Lima, em Pernambuco, aguardando transferência para a Paraíba.
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Fonte: ClickPB