Enquanto mulheres são maioria do eleitorado, disputa ao Palácio da Redenção segue sem candidata própria; quatro integram chapas na condição de vice
Encerrado o prazo de registro de candidaturas em 15 de agosto, a Paraíba terá seis nomes na disputa pelo Governo do Estado em outubro: o governador Lucas Ribeiro (PP), que tenta a reeleição à frente de uma coligação com mais 11 partidos; o senador Efraim Filho (PL); o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB); além de Camilo Duarte (PCO), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP). Todos os seis candidatos ao cargo majoritário são homens.
O desenho da disputa contrasta com a composição do eleitorado. Como mostram os dados da Justiça Eleitoral, as mulheres somam 53% dos paraibanos aptos a votar em 2026. Ainda assim, nenhuma concorre ao cargo de governadora — o espaço reservado a elas nas chapas majoritárias do estado se concentra nas vices: quatro mulheres integram chapas na condição de candidatas a vice-governadora.
Entre os candidatos ao Governo, Efraim Filho é o nome que mais tem colocado pautas femininas em evidência. Autor do PL 953/2026, atualmente em tramitação no Senado Federal, o parlamentar propõe o aumento da pena máxima para o crime de feminicídio, novas regras de progressão de regime e mecanismos de enfrentamento à violência doméstica e familiar.
A proposta se insere em um movimento mais amplo dentro do Congresso: levantamento da Agência Senado registrou o avanço de pelo menos 30 proposições relacionadas aos direitos das mulheres só no primeiro semestre de 2026, entre medidas de prevenção à violência, proteção e ampliação de direitos.
É no Legislativo estadual, mais do que na disputa ao Governo, que o eleitorado feminino encontra candidaturas próprias. Uma delas é a de Sammara Aguiar (PL 22.122), presidente do PL Mulher em Campina Grande, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba integrando o campo político de Efraim Filho e defendendo pautas de segurança pública, saúde e apoio à família como eixos da candidatura.
O contraste entre o peso eleitoral das mulheres e sua presença nas chapas majoritárias — replicado também no Congresso Nacional, onde ocupam apenas 18,1% das cadeiras da Câmara — deve seguir como pano de fundo da campanha paraibana até outubro.
Conteúdo com auxílio de Claude (Anthropic)
